quinta-feira, 4 de junho de 2015

Mother of Darkness

Estava andando por uma estrada abraçada pela noite, a luz prateada que vinha das estrelas ao mesmo tempo iluminava o caminho e escondia os seus mistérios. Eu andava, tinha consciência de que andara muito, meus pés estavam cansados, eu não reclamava, somente seguia em frente. Sentia em meu coração uma leveza que me guiava, e após muito andar, o caminho mudou, o que antes era uno virou três, a paz que me guiava se esvaíra, o que era claro virou a dúvida, o que era fácil virou dor, pela primeira vez em muito tempo a inquietação tomou meu coração, eu havia me perdido. A luz prateada ficou mais forte tornando possível ver, em meio a três, Ela. Majestosa, sua face era bela, sedutora e ao mesmo tempo sutil e pura como a de uma criança, em outros momentos cansada, como quem já viu mais do que um coração pode entender. Seu olhar perfurava o meu corpo, meus sentidos entorpeceram e tudo que eu sentia era um crescente calor interior. Ao mesmo tempo em que me olhava Ela trançava o cabelo, e eu pude entender que enquanto o trançava também entrelaçava o meu destino, feito de vários fios. Ela então se levantou, se dirigiu a mim, me abraçou e me guiou por um dos caminhos. (Ridire Solais)

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