E isso é tudo. Não há luz, não há
movimento. É como um mar sem ondas, presente em todo o lugar, esse mar é tudo,
quieto, não vivo. Aqui o tempo não passa, não existe o antes ou o depois, só
existe o imenso mar. É, então, possível ouvir uma voz, uma voz aguda muito
poderosa e forte que canta a canção mais bela que já existiu. A voz movimenta o
mar, cria ondas e formas, a voz é o próprio mar que se agita em movimentos hora suáveis ou bruscos.As ondas resultam em uma dança infinita entre o estático e o impulso, entre o frio e o calor. A onda se propaga selvagemente, ressoa por toda a escuridão. Agora, onde havia
apenas a o nada, é possível discernir formas e vontades.
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