quinta-feira, 4 de junho de 2015

A Canção

E isso é tudo. Não há luz, não há movimento. É como um mar sem ondas, presente em todo o lugar, esse mar é tudo, quieto, não vivo. Aqui o tempo não passa, não existe o antes ou o depois, só existe o imenso mar. É, então, possível ouvir uma voz, uma voz aguda muito poderosa e forte que canta a canção mais bela que já existiu. A voz movimenta o mar, cria ondas e formas, a voz é o próprio mar que se agita em movimentos hora suáveis ou bruscos.As ondas resultam em uma dança infinita entre o estático e o impulso, entre o frio e o calor.  A onda se propaga selvagemente, ressoa por toda a escuridão. Agora, onde havia apenas a o nada, é possível discernir formas e vontades.

Por que, complicado, haveria de ser?

Peço licença aos que leem essa postagem , licença para aqui postar minha tentativa de poetizar aquilo que já é poético por si só. Não se ofenda pelas rimas baratas, elas estão aí pois queriam estar, ao contrario, as respeitem como devem respeitar os próprios conceitos que elas estão a representar.

Por que, complicado, haveria de ser?

Tão simples quanto o sol que dá a vida as flores
a lua refletida no mar
É a força que impulsiona a vida
que contraria e faz chorar

A força q impregna os poros
Suados e ofegantes
Dançando...
 A criar

Alguns a enxerga em cores
Alguns sentem no paladar
Outros esperam ansiosamente
algo que nunca vai chegar

Ela que por vários nomes é chamada
Está em tudo e em nenhum lugar
Luxúria, raiva, morte e nascimento
Ilusões criadas e jogadas ao vento

Afrodite minha Rainha
Nascida entre as ondas do mar
Senhora das aguas que doam a vida
De complicado, nada há.


Ridire Solais - 2015

Mother of Darkness

Estava andando por uma estrada abraçada pela noite, a luz prateada que vinha das estrelas ao mesmo tempo iluminava o caminho e escondia os seus mistérios. Eu andava, tinha consciência de que andara muito, meus pés estavam cansados, eu não reclamava, somente seguia em frente. Sentia em meu coração uma leveza que me guiava, e após muito andar, o caminho mudou, o que antes era uno virou três, a paz que me guiava se esvaíra, o que era claro virou a dúvida, o que era fácil virou dor, pela primeira vez em muito tempo a inquietação tomou meu coração, eu havia me perdido. A luz prateada ficou mais forte tornando possível ver, em meio a três, Ela. Majestosa, sua face era bela, sedutora e ao mesmo tempo sutil e pura como a de uma criança, em outros momentos cansada, como quem já viu mais do que um coração pode entender. Seu olhar perfurava o meu corpo, meus sentidos entorpeceram e tudo que eu sentia era um crescente calor interior. Ao mesmo tempo em que me olhava Ela trançava o cabelo, e eu pude entender que enquanto o trançava também entrelaçava o meu destino, feito de vários fios. Ela então se levantou, se dirigiu a mim, me abraçou e me guiou por um dos caminhos. (Ridire Solais)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Apresentação

 A muito venho tendo essa grande vontade de escrever, exteriorizar todos estes pensamentos que até então mantive guardado nas muralhas biológicas da mente. Decidi então que minhas ideias não seriam realmente importantes se mantidas em segredo, e qual a função de uma ideia se não a de ser importante? Importante em vários aspectos, não almejo mudar a sociedade ou causar uma grande transformação em você, Leitor. Apenas sinto a necessidade de concretizar a minha imaginação, e se o meio que me é disponível para realizar tal ato é escreve-las, porque não? Escrevendo elas terão vida própria, e assim cumpro meu papel como ser, o de deixar algo para esse mundo, algo que não necessariamente precisa ser bom mas que seja um algo a ser percebido. Não seria esse o objetivo de todo homem? Ser percebido? Então que assim seja, entre não no mais profundo da minha mente, entre na sua, pense, crie, nunca pare de mover seus pensamentos, cuidado com a estagnação!